Nota editorial. Esta análise integra o arquivo Insights & Intelligence do Lipe Travel Hub e foi trazida do acervo editorial originalmente publicado por Lipe Camanzano no LinkedIn.

Um reencontro diferente

Depois de mais de duas décadas acompanhando o IPW, a edição de 2025 trouxe um subtexto diferente: como promover um destino quando a percepção externa é atravessada por tensão, incerteza e polarização.

Marca de destino também é confiança

A campanha America the Beautiful buscou reconectar o público com memória, território, diversidade e pertencimento. A lógica é relevante para qualquer destino: em momentos de dúvida, comunicar atrações não basta. É preciso reconstruir o desejo de estar ali.

A experiência começa antes da chegada

Políticas públicas, processo de entrada, sensação de acolhimento, comunicação e reputação fazem parte do produto turístico. O viajante avalia tudo isso antes de comprar — muitas vezes sem separar governo, marca e experiência.

América Latina continua sendo ponte

Mercados latino-americanos mantêm uma relação emocional e comercial relevante com os Estados Unidos, mas essa relação precisa ser cultivada. Familiaridade não garante preferência eterna.

Megaeventos ampliam visibilidade, não resolvem posicionamento

Copa do Mundo, America250, Rota 66 e Jogos Olímpicos criam picos de atenção. O desafio estratégico é converter esse volume em desejo, confiança e recorrência que sobrevivam ao calendário de eventos.

Destinos se revelam na experiência de ser bem-vindo

No fim, a força de uma campanha é confirmada — ou destruída — pela experiência real. Posicionamento competitivo nasce quando narrativa, hospitalidade, operação e políticas de acesso contam a mesma história.